quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Tem que voltar



Dentro das reflexões acerca do  tema de retorno às aulas presenciais, juntei tudo o que está acontecendo para chegar à uma verdade muito triste e controversa talvez. Então peço que contribuam com a linha de pensamento aqui colococada.
Primeiro observei a banalização da vida sobre o mercado ( o que é claramente uma estratégia que agrada a economia porque no saldo, as vidas ceifadas sempre serão um alívio previdenciário.  Como vimos, não foram 200 mil famosos milionários ou banqueiros que morreram. Em sua maioria é o pobre que morre. Quando é pobre e velho alivia 2 vezes os cofres. Sigamos portanto, pulando descaradamente a falta de eficácia do governo frente à pandemia e o incentivo à morte em si, porque isso é muito claro para explicar aqui. Vamos direto agora,  ao ponto aqui. Volta às aulas sendo apoiada por setores como o mercado, o hospitalar( pediatras psicólogos e outros profissionais da ciência já se colocaram a necessidade do retorno às aulas,diversas vezes na mídia) e essa última também mostra-se a favor do retorno. 
Obviamente, o mercado não liga para vidas. 
O assustador é que temos profissionais de saúde, políticos e mídia apoiando um retorno para o mercado. Legislando e atendendo à distância em seus gabinetes e consultórios, apoiando o.retorno presencial de aulas.
Separo duas questões dentro dessa observação. 
Uma é que os pedagogos ( estudiosos da educação) não são ouvidos.  Claro. A sua maioria segue exercendo a profissão ou tem contato constante com o campo e sabe da impossibilidade disso ser tranquilo na  pandemia o suficiente para sentir sintomas psicossomáticos,  só de pensar. Mas para além disso  temos a desvalorização sistemática de nossos profissionais. De nossos pensadores. O ataque constante de governos que cansam de anunciar à necessidade de termos educação publica de qualidade mas nunca propôs um plano de carreira decente para que esse pilar precioso fosse realmente valorizado. Não ganhamos bem. Não ganhamos nada bem. Ninguém da classe ganha bem. Dentro desse ataque sistemático temos as crianças né.  Elas Então.... muito menos são ouvidas em nada. As crianças são ignoradas e invisibilizadas desde sempre. E aqui trago um desafio à todos que pensam infancia e Educação.  Dispam_ se do romance, da lindeza da infância.  Das  gracinha infantis, dispam- se da satisfação de alfabetizar alguém e da alegria de montar um projeto bancado por vc mesmo e vê lo dando certo porque sua escola não tem recursos. Pensem em tudo que faz da escola e da infância esse lugar tão etéreo e sagrado. Tão inatingível e seguro até as que tenham somente vcs seu trabalho e crianças.  O que teremos?
Nada né. 

Somos desumanizados. 

Junto com as crianças. 

Isso é uma reflexão, não darei evidências  porque nesse momente sei que doeu para cada um de nós essa conclusão.
Repensem nossos papeis sociais; nossa capacidade de produção de ajustamento, de empenho, de auto financiamento, de redes.
Entendamos que a educação não pode ser ao mesmo tempo um pilar social e não ter investimento, corpo ativo. E nós não podemos ser a maior rede da América latina somente para dizer que os desafios de estruturação são muitos. Somos a maior rede da america Latina.  Façamo_ los sentir.

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