Vassouras novas colocam todas as cerdas para trabalhar imediatamente. Correm, fazem o que é pedido e estão sempre ali, caso a pessoa precise. Fazem até o que não gostariam. Varrem o molhado, porque a pessoa a está operando para isso; limpam quintais, ainda que sejam somente para interiores...obedecem aos comandos, sempre, sem, posicionamento acerca de suas funções reais. Sem o poder de responder:
“Olha sra., somos vassouras de pisos, não cimento, fazer isso, nos destruirá completamente.”
Elas trabalham, numa lógica de talvez, auto destruírem-se. Cantos sujos e melecados; matam ratos, baratas, enfim...
Se elas se fizessem entender que sua função não é essa… matar ratos, imagina!
Se elas pudessem falar, apontar os erros… mas tudo é atrelado ao “ e se eu for jogada fora porque não sirvo? E se eu ficar igual aquelas lá, no canto pegando poeira, Deus me livre!
E assim, seguem sujando-se. Enrolando-se com cabelos, pêlos e fios acumulados ao longo dos anos. Normalizando inclusive funções que não são as suas, porque elas servem à tudo que é pedido. Têm que servir ou serão substituídas, colocadas à disposição.
E se fosse só esse o prejuízo, tudo bem…mas passam a espalhar a sujeira ao invés de limpar, passam a alastrar as imundícies, e serem reconhecidas por isso.. deixando claro de uma vez por todas sua incompetência .
Ela será substituída na próxima compra, mesmo tendo feito tudo o que foi pedido.
E se você leu até aqui pensando que eu estava falando só de vassouras, você leu errado.
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