Sua dor não é menor, companheiro.
Sabemos que o que te move
É o amor pelo povo brasileiro,
é o café da manhã, almoço e janta do pobre
Que atualmente, come ovo
arma e desinformação,
afirmando que votará nele de novo,
para desespero desta (não) nação.
Entendemos sua tristeza com respeito
Por isso não diminua as dores de teu peito
(Elas são, igualmente legítimas )
Sentimos na pele, sua falta de direitos
Nas nossas políticas públicas extintas.
No discurso, a fala da empatia
que cita mesa vazia
poderes corrompidos
Dados falsos
Dignidade, vacina, trabalho e alegria.
Nos traz a esperança de um novo dia.
Lubrificando nossos olhos secos e famintos
Esquentando o sangue nas veias esturricadas
Desamarrando os nós, das gargantas encatarradas
pulsando nossos corpos cinzentos e mendigos.
Que penam, como tu
Em caixões fechados
adeuses proibidos
Saudades e gemidos
Esperança (a)guardada
Com(o) você, triunfaremos
Inteiros e amados,
Não armados
Mas na luta,
E nessa caminhada,
Ora, companheiro
também a dor
Há sempre
De ser compartilhada.
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