segunda-feira, 22 de março de 2021

Para Lula

Sua dor não é menor, companheiro. 

Sabemos que o que te move
É o amor pelo povo brasileiro, 
é o café da manhã, almoço e janta do pobre
Que atualmente, come ovo
arma e desinformação,
afirmando que votará nele de novo,
para desespero desta (não) nação.


Entendemos sua tristeza com respeito
Por isso não diminua as dores de teu peito
(Elas são, igualmente legítimas )
Sentimos na pele, sua falta de direitos
Nas nossas políticas públicas extintas.


No discurso, a fala da empatia
que cita mesa vazia
poderes corrompidos
Dados falsos
Dignidade, vacina, trabalho e alegria.
Nos traz a esperança de um novo dia.


Lubrificando nossos olhos secos e famintos
Esquentando o sangue nas veias esturricadas 
Desamarrando os nós,  das gargantas encatarradas
pulsando nossos corpos cinzentos e mendigos.


Que penam, como tu
Em caixões fechados
adeuses proibidos
Saudades e gemidos
Esperança (a)guardada


Com(o) você, triunfaremos
Inteiros e amados,
Não armados
Mas na luta, 

E nessa caminhada, 
Ora, companheiro
também a dor
Há sempre
De ser compartilhada.


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